Norma Vigente ABNT NBR 5419:2015 Sistema de Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas
Em épocas de chuva as empresas procuram renovar seus laudos de pára-raios a fim de preservar a vida de seus colaboradores e seu patrimônio, mas esquecem de ver o que a norma exige que seja feito para garantir isso.

O que diz a 5419:2015 sobre as inspeções semestrais …As inspeções visam a assegurar que:a) o SPDA está conforme o projeto; (a NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão no seu item 6.1.8.1 também exige que haja projeto atualizado)b) todos os componentes do SPDA estão em bom estado, as conexões e fixações estão firmes e livres de corrosão;c) O valor da resistência de aterramento seja compatível com o arranjo e com as dimensões do subsistema de aterramento, e com a resistividade do solo . Excetuando-se desta exigência os sistemas que usam as fundações como eletrodo de aterramento;d) Todas as construções acrescentadas à estrutura posteriormente à instalação original estão integradas no volume a proteger, mediante ligação do SPDA ou ampliação deste; (a inclusão de outras áreas no pára-raios sem o devido cálculo, conforme menciona a norma, pode tornar o sistema ineficiente, e portando deve-se primeiro refazer os cálculos do projeto e redimensionar os sistemas e sub-sistemas)e) A resistência pode também ser calculada a partir da estratificação do solo e com uso de um programa adequado. Neste caso fica dispensada a medição da resistência de aterramento.”Muito cuidado na hora de contratar um laudo para o seu pára-raios, se todos os itens acima não estiverem presentes no documento apresentado, o laudo pode ser invalidado, ou pior, o sistema instalado está ineficiente e não estar protegendo as pessoas e nem o patrimônio.

O laudo é a ponta final de todo o processo, não existe pára-raios instalado sem projeto que o especifique, e não existe manutenção sem projeto, para se dar manutenção tem que se ver o que vai ser trocado e isso deve estar especificado em projeto.

O que um laudo precisa ter:

– Descrição geral das instalações do pára-raios;

– Verificação projetual (se o instalado atende o projetado);

– Medição dos valores de aterramento (com equipamento calibrado e certificado, não aceite equipamentos sem calibração ou com calibração de mais de dois anos, o ideal é equipamento calibrado anualmente);

– Verificação do estado de conservação e manutenção do sistema (deve-se incluir fotos de situação a fim de validar a inspeção visual, conforme as boas práticas de perícias);

– Termo de Responsabilidade Técnica assinada por Eletrotécnico e ou  Engenheiro Eletricista somente o Eletrotécnico e ou Engenheiro Eletricista pode assinar tal laudo);

– Boleto de pagamento da TRT e ou ART e comprovante de pagamento;

– Cópia do certificado de calibração do equipamento utilizado com o número de rastreabilidade pelo INMETRO.